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Conte-nos um pouco sobre como os seus aparelhos auditivos ou implantes mudaram a sua vida, ou de alguém que você conheça. Essa é a chance de você inpirar e ajudar outras pessoas a procurar uma solução e escutar os sons da vida. Sua experiência pode fazer uma grande diferença para os outros.

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Depoimento de Alonso Moreira

27/04/2016

“Tenho 74 anos. Há cinco ou seis comecei a ter uma perda auditiva pópria da idade. Ela foi se instalando progressivamente e de modo tão sutil que eu, a princípio, nem notei. Quando comecei a me dar conta dela eu sempre a negava ou atribuía a responsabilidade às outras pessoas ou às circunstâncias. Se me diziam: “Você não ouviu o celular?”, eu podia falar: “Não porque vocês estão fazendo muito barulho”. “Você não ouviu a campainha tocar?” eu retrucava: “Não porque a televisão está muito alta” etc. Mas eu notava que já não acompanhava com facilidade a conversa das pessoas, sobretudo quando estavam em grupos e, assim, me isolava das conversas.

Eu dizia para mim mesmo e para os outros, em tom de brincadeira, que assim eu deixava de ouvir muita besteira. Mas as pessoas próximas, sobretudo familiares, reclamavam que eu não as escutava e não entedia bem o que diziam. Às vezes perguntava pelo que elas haviam dito havia pouco; outras vezes repetia algum assunto que havia sido abordado e que eu não tinha conseguido acompanhar. E tudo isso porque eu “fingia” ter entendido. Quando as pessoas alegavam a minha deficiência eu sempre prometia que ia fazer uma audiometria e usar aparelhos auditivos.

Durante muito tempo, fui “enrolando”, até que uma neta muito querida me deu o cheque-mate. Ela acabara de ler que o déficit auditivo apressava a demência. “Vô, por favor, use aparelhos”. Mesmo assim, “enrolei” por mais algum tempo. Por fim, resolvi. Fiz nova audiometria na SONORA e parti para a Phonak de Copacabana. Foi fantástico. Desde o primeiro momento em que me colocaram aparelhos de prova, notei uma grande melhora. Não só passei a ouvir sons que já não ouvia como a compreender melhor a conversa das pessoas ao redor. Senti alguma diferença apenas nos primeiros momentos e logo me adaptei a elas e sequer as percebia mais.

Os aparelhos se adaptaram tão comodamente aos meus ouvidos que hoje em dia às vezes tenho que levar as mãos a eles para me certificar se os estou usando ou não. Por outro lado, são tão discretos que as pessoas que não sabem que os uso nem os notam e mesmo as pessoas mais próximas às vezes têm de perguntar: “Você está de aparelho?”. Enfim, hoje lamento não os ter usado antes. Não digo que todas as pessoas terão os mesmo resultados. Afinal, existem diferentes tipos e graus de deficiências auditivas e diversos modelos de aparelhos auditivos. A orientação de um médico otorrinolaringologista sem dúvidas ajudará muito.Vale a pena tentar!”


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