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Coluna - Lak Lobato

Intervenção precoce da deficiência auditiva

15/01/2016

Quando um bebê nasce nos dias de hoje, desde o instante do nascimento, ele passa por uma série de exames que ajudam a diagnosticar diversas condições específicas que, havendo uma intervenção precoce, poderiam definir a qualidade de vida daquela criança. Dentre esses exames, está o popularmente conhecido "Teste da Orelhinha".

Desde 2010 o Ministério da Saúde, tornou um procedimento obrigatório no SUS, um exame chamado Emissões Otoacústicas Evocadas, também conhecido como  teste do ouvidinho ou triagem auditiva neonatal.

Geralmente, é realizado ainda na maternidade ou nos primeiros 40 dias de vida do bebê. E, quando existe algum fator indicativo de surdez, realiza-se um monitoramento entre os 7 e os 12 meses pela audiometria de reforço visual.

O Teste da Orelhinha é um exame simples, que não provoca dor nem desconforto ao bebê, geralmente realizado durante o sono. Um fone de ouvido é colocado no ouvido do bebê e mede a presença de emissões otoacústicas e é um dos primeiros sinais de que há ou não a possibilidade de perda auditiva.

E a partir do momento em que se detecta a perda auditiva, os pais são orientados  para a estimulação da comunicação do bebê de outras formas que não a habitual. Seja através de aparelhos auditivos, seja encaminhamento para implante coclear, seja a sugestão para a inclusão da língua de sinais como forma de comunicação. Vai depender de diversos fatores, como causa da perda, condição física da orelha interna do bebê e da preferência da família.

Esse estímulo precoce da comunicação de uma criança com deficiência auditiva de nascença, representa todo o desenvolvimento da linguagem da criança, permitindo que ela seja capaz de interagir com as outras pessoas e com o mundo ao redor.  Quanto mais cedo um bebê for estimulado a se comunicar, melhor será esta comunicação.

Mas é importante reforçar que tão importante quanto a reabilitação auditiva é a aceitação da família em relação a deficiência da criança. É importante que os pais não neguem nem tentem esconder a condição, para que a criança não cresça sentindo vergonha de ter uma deficiência. Por isso, procurar ajuda não deve se limitar à criança, mas também aos pais. Buscar profissionais para conversar, buscar amizade com pessoas que tem histórias parecidas, conversar e desabafar a respeito, podem trazer aquele alívio que representa o equilíbrio que é o pilar de todo este momento sensível da descoberta de um filho com deficiência auditiva. Ninguém precisa passar por uma situação dessas sem se fortalecer com uma rede de apoio.

 

Beijinhos sonoros,

Lak


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