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Coluna - Lak Lobato

Surdez Unilateral

23/12/2015

Ao contrário do que muita gente imagina, a deficiência auditiva unilateral também é uma deficiência que afeta a qualidade de vida das pessoas que convivem com essa condição.

Se o diagnóstico para a perda auditiva bilateral em crianças, já costuma ser tardio, porque muitas famílias acham que a criança não responde quando é chamada porque está distraída e que não desenvolve a fala, porque é preguiçosa, imagine quando a criança ouve pelo menos de um ouvido?

Muitas crianças com surdez unilateral tem problemas de equilíbrio e andam mais tarde que crianças sem perda auditiva. Outras, costumam desenvolver a fala um pouco mais tarde, pela dificuldade que tem de escutar em ambientes ruidosos.

Ainda assim, até hoje, a deficiência auditiva unilateral ainda não é classificada como deficiência. Já que os surdos unilaterais conseguem ouvir com uma das orelhas, não tem sotaque típico na voz,  é comum acham que estão fingindo dificuldades. Eles não tem direto a vagas reservadas em concursos. Eles não tem direito a empregos através da cota destinada a pessoas com deficiência. Mas, ainda assim, podem ser desclassificadas num exame médico, já que também não possuem audição bilateral esperada.

Eles tem dificuldades de acompanhar uma conversa em grupo, já que não conseguem separar tão bem o som ambiente do fonte de som mais próxima deles. Por isso, não conseguem ter a mesma facilidade que um ouvinte normal de acompanhar uma reunião, uma palestra, um debate, uma aula.

Eles tem mais dificuldades de falar no telefone, porque muitas vezes, o ruído ambiente os atrapalha inclusive nisso.

As pessoas com surdez unilateral, muitas vezes, precisam deixar a televisão ligada num volume mais alto que o resto dos telespectadores da casa. E estão constantemente sendo criticados por isso.

E tem dificuldades de acompanhar filmes e programas sem apoio de legendas.

Mas, como conversam normalmente, acham que estão de frescura.

Muitos relatam incapacidade de localizar fontes sonoras. E a maioria, reclama que ouve constantes zumbidos.

Mas, o pior de tudo, é não ter sua condição vista como deficiência, mas como preguiça, má vontade...

Acontece muito também, de alguns profissionais que trabalham nessa área de diagnóstico, não serem qualificados para atender casos de surdez unilateral e dizem que não existe prótese ou reabilitação indicada para casos assim. O resultado disso, é a maioria se vê sem esperança, sem qualquer de possibilidade de melhorar o quadro em que vivem.

Por isso, é importante considerar que a surdez unilateral é tão deficiência quanto a surdez bilateral. É preciso buscar soluções para melhorar a qualidade de quem convive essa realidade.

Quando damos espaço para falar sobre essa condição, estamos reconhecendo a necessidade dessas pessoas por informações, para que possam encontrar reabilitação auditiva, com uma prótese adequadas e terem voz para buscar a equiparação de direitos que tanto precisam.

 

Beijinhos sonoros,
Lak

 


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