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Coluna - Lak Lobato

3 de Dezembro: Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

03/12/2015

A data foi escolhida pela ONU em 1992, com o objetivo de conscientizar a população do mundo sobre a existência de pessoas que tem algum tipo de deficiência.

Aliás, falar sobre deficiência é um assunto quase sempre embaraçoso, pois o próprio termo "deficiência", muitas vezes, é tida como um sinônimo de "ineficiência" ou "incapacidade". Pela definição da OMS, deficiência é apenas "a perda permanente, total ou parcial de uma funcionalidade do corpo" seja ela física, intelectual ou sensorial. Por isso, ao contrário do que prega o senso comum, não tem absolutamente nada de constrangedor falar sobre esse assunto. Deficiência é uma realidade com a qual muita gente convive, incluindo as pessoas com deficiência auditiva.

A deficiência auditiva, especialmente quando adquirida após a aquisição da linguagem oral, é uma das deficiências menos visível e, por ser "possível" de esconder, é uma das que mais se tenta disfarçar. Disfarçar, em vez de se encarar e buscar uma alternativa. Se por um lado é muito confortável poder omitir essa condição, por outro, muita gente deixa de procurar ajuda adequada para melhorar a capacidade auditiva. Seja por aparelhos convencionais, seja por implantes auditivos.

Essa mentalidade de "vamos fingir que não temos um problema" afeta pessoas de todas as idades. São os pais que ficam fazendo vista grossa para uma criança que não desenvolve a linguagem, que não atende quando é chamada pelo nome, que tem 4 anos e mal fala meia dúzia de palavras. Seja pelo idoso que perde gradualmente a audição com a idade, mas finge que o problema são os outros que não tem paciência nem boa vontade. Sejam as pessoas adultas que sabem que estão tendo cada vez mais dificuldades nos relacionamentos ou no trabalho, pela falta de compreensão de uma conversa completa. E tudo isso poderia ser evitado buscando ajuda na hora certa, com profissionais qualificados para avaliar o caso.

E por que as pessoas não buscam ajuda? Porque ainda existe muito tabu em relação aos aparelhos auditivos. Ainda não chegou no ponto que as pessoas usam aparelhos com a mesma leveza que utilizam óculos.

O que as pessoas precisam saber é que existe uma enorme variedade de aparelhos auditivos, de diversos tamanhos, de diversos tipos. Que variam entre o modelo intracanal quase invisível e o mais potente dos implantes cocleares, que restaura a capacidade auditiva de alguém sem audição natural nenhuma.

Que neste dia 3 de dezembro, haja conscientização de que pessoas com deficiência existem. Mas, sobretudo, que haja informação para que elas busquem os recursos necessários para ter a máxima qualidade de vida possível. Que chegue o dia em que falar sobre deficiência não cause constrangimentos, que as pessoas não tenham vergonha de admitir que precisam de ajuda.

Especialmente uma ajuda de uma prótese ou um implante auditivo. Porque, sabe? A vida tem a mais maravilhosa trilha sonora. Que todos sejam capazes de apreciar essa trilha sonora. Do jeito que for possível!

Beijinhos sonoros,

Lak Lobato


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