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Coluna - Lak Lobato

Adaptando-se ao implante coclear – Parte 3

29/05/2015

Nas semanas anteriores contei sobre as adaptações físicas e sensoriais que garantem uma boa reabilitação auditiva após uma cirurgia de Implante Coclear. Porém não podemos nos esquecer das adaptações psicológicas que acompanham este processo.

Muitos implantados adultos me disseram que ficaram decepcionados nos primeiros dias após a ativação, porque esperavam um som natural e compreensível, mas se depararam com um som metálico e difícil de discriminar.

A verdade é que são bem poucas as pessoas que gostam do som do implante coclear desde o momento da ativação. Mas, com paciência, boa vontade, determinação e novos mapeamentos, o som vai melhorando, na medida que o cérebro vai se adaptando a condição de ouvir através do implante coclear.

No caso de crianças, essa expectativa é muito mais dos pais, pois a criança não tem plena percepção do que está acontecendo. A dica, nesse caso, é evitar expectativas muito grandes ou comparações com outros casos de implante coclear. Cada criança tem seu tempo e muitas levam algumas semanas para demonstrar visivelmente que estão ouvindo.

Mas, independente da idade do usuário, é importante sempre levar em consideração que cada ser humano é único e, exatamente por causa dessa singularidade, as reações diante da descoberta ou redescoberta de sons serão igualmente únicas. Ficar extremamente emocionado ou absolutamente indiferente é normal. Gostar de um ou outro som mais do da maioria, também é comum. Quase tudo pode ser considerado “normal” dentro da experiência de utilizar o implante coclear. Só não é normal sentir dor, desconforto ou não querer usar o aparelho nunca.

Costumo dizer: o silêncio já era garantido. Por mais estranho que seja o som no começo, ele é o passo inicial de uma jornada maravilhosa de reencontro ao universo sonoro. É apenas preciso um pouco de paciência e coragem, para que a poesia sonora seja capaz de nos conquistar.

 

Beijinhos sonoros,
Lak Lobato


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