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Coluna - Lak Lobato

Adaptando-se ao implante coclear – Parte 2

22/05/2015

Na semana passada eu contei sobre as adaptações físicas necessárias para garantir o conforto no uso do Implante Coclear e continuando nosso papo, hoje vou contar um pouco mais sobre as adaptações sensoriais.

Na primeira ativação, a maioria dos profissionais responsáveis pela ativação/programação do implante coclear, opta por fazer uma programação com volume baixo.

Entre os mapeamentos, o próprio usuário (ou responsável, no caso de crianças) vai aumentando gradualmente o volume.

Porém, algumas pessoas tem mais sensibilidade ao som que outras, principalmente no caso de adultos que tem um longo tempo de privação auditiva. Para essas pessoas, costuma-se recomendar também um aumento gradual no tempo de uso do aparelho. Pode-se começar com quatro horas no primeiro dia, cinco no segundo, seis no terceiro, sete no quarto, etc. De forma que o usuário sinta-se mais confortável durante a adaptação e finalmente possa fazer uso do Implante Coclear durante todo o dia sem desligá-lo.

Para os modelos que possuem opção de gravar vários mapeamento, o ideal é que as trocas sejam feitas de acordo com a recomendação do profissional que realizou as programações. Mas, é claro que tem gente que resolve se adiantar e ir trocando por conta própria, mais rápido do que o recomendado. Isso só deve ser feito se não causar desconforto. E sem muita ansiedade de atropelar o processo gradual de adaptação ao som.

Evitar ambientes muito barulhentos nos primeiros dias (ou deixar o aparelho desligado nessas horas) também é uma dica que os fonoaudiólogos de programação costumam dar e é válido. Porque o excesso de ruído, para quem estava desacostumado a ouvir por muito tempo, pode provocar dores de cabeça, mal estar, tontura e até machucar o nervo auditivo.

Por outro lado, é importante não ter medo de arriscar.  Treinar o ouvido em conjunto com um fonoaudiólogo especializado em reabilitação auditiva é fundamental. Mas treinar no dia a dia, por conta própria também é. Ouvir a televisão, tentar ouvir músicas, tentar falar no telefone, tudo isso pode ser feito a partir do momento em que houver vontade e curiosidade, mesmo que as primeiras tentativas sejam meio frustradas.

Na próxima semana eu conto mais sobre essa fase de adaptações psicológicas que todos temos que lidar após esta grande mudança em nossas vidas. Acompanhem!

 

Beijinhos sonoros,
Lak Lobato


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