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Coluna - Harry Thomas

Ambientes barulhentos

02/06/2016

No último sábado, atrás de um bom futebol fomos assistir a final da UEFA, a Copa Européia de futebol, em um barzinho descolado.

Ao chegar na recepção fomos informados que deveríamos pagar um 'couvert artístico', pois na sequência do jogo haveria um show de um cantor. Apontei o Implante Coclear e disse que normalmente as músicas não são bem assimiladas nesta fase de adaptação e ele deu-me a opção de não pagar o couvert - o que acho justo pois nós deficientes não curtimos os shows em sua plenitude.

Respondi que decidiria depois de assistir o show. E lá fomos curtir um bom futebol.

O bar incrustado no tradicional bairro na Mooca era bem amplo e mesmo assim lotou de pessoas, em sua maioria, ruidosos jovens.

Acaba o jogo é em um passe de mágica os torcedores se vão e chega outro público com pessoas vestidas para 'festa'. Eram no mínimo três barulhentos aniversários com gente falando alto, rindo e muitas vezes gritando. Meu IC que o diga.

Neste meio tempo, um cantor com um violão elétrico começou a cantar um repertório Pop-Rock, o que vim a saber quando me responderam: O que ele está cantando? Com o som de três aniversários simultâneos era quase impossível escutar em detalhes as músicas.

Fiquei no dilema entre pagar o couvert ou não, afinal, o cantor não tinha culpa do barulho do público.

Quando então pergunto: Está bom o show? Ao que me devolvem: Que voz fraca tem esse cantor!

Não foi de mim que desta vez o cantor ganhou o couvert espontâneo. Vantagens que nós Implantados temos em relação ao couvert obrigatório.

Mas cantor de voz fraca ninguém merece.

 


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