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Coluna - Diéfani Piovezan

Perda auditiva - Entenda

20/04/2016

As pessoas sabem que a perda auditiva existe, mas poucas sabem as razões ou quais são os tipos e graus de perda que existem, por isso tenho tentado trazer para essa coluna, entrevistas com os mais variados tipos de casos.

O tipo de perda auditiva depende da parte do ouvido afetada e o grau depende da intensidade que a pessoa consegue ouvir. Para saber sobre a perda auditiva e causas, leia o texto Perda Auditiva, aqui do Amigos da Audição, ele explica de forma bem fácil. E eu tentarei explicar os tipos de Perda Auditiva e os Graus.

 

Tipos de Perda

Condutiva: Ocorre quando há interferência na transmissão adequada do som da orelha externa ou média para a orelha interna. São geralmente de grau leve ou moderada e são mais facilmente tratadas com aparelho auditivo, implante de ouvido médio e algumas outras intervenções cirúrgicas ou medicamentosas.

Em alguns casos pode ser temporária como por exemplo, infecções de ouvido médio, acumulação de fluído, como secreção ou acúmulo de cera.

Neurossensorial: É causada por desordem do ouvido interno, e é irreversível. Resulta da falta ou dano de células sensoriais (ciliadas) na cóclea. Pode ser de grau leve, moderada, severa ou profunda. Pode ser progressiva ou não.  

Em casos de perda auditiva de grau leve a severa é recomendado o uso de aparelhos auditivos ou implante de orelha média, já para perdas  de grau a profundo a recomendação é o uso de implantes cocleares.

A perda neurossensorial pode ser parcial, ou seja, apenas em alta frequência. Por esse motivo, é bastante comum que alguns médicos ou fonoaudiólogos peçam para que os exames sejam repetidos algumas vezes. Quando eu comecei a perder audição, minha perda era parcial mas por ser progressiva, com o tempo passou a ser total, então quando comecei a ir ao médico, precisei repetir os exames várias vezes.

Mista: O nome é autoexplicativo, é a perda com componentes condutivos e neurossensoriais, causada por alterações no ouvido interno e médio ou externo, um exemplo comum é quando um idoso tem alterações nas células ciliadas por causa da idade e ao mesmo tempo uma otite do ouvido médio. As intervenções são medicamentos, cirurgias, implantes cocleares ou aparelhos auditivos. Em suma, as intervenções são as mesmas das perdas condutiva e neurossensorial, cada caso é um caso e vai depender um pouco.

Neural: Causada pela ausência (atrofia) ou dano ao nervo auditivo. É profunda e permanente e nesses casos aparelhos auditivos e implantes cocleares não resolvem o problema porque o nervo é incapaz de transmitir informações para o cérebro. Em alguns casos é recomendado o uso do Implante Auditivo de Tronco Cerebral (falarei sobre esse tipo de implante em breve).

 

Graus de Perda Auditiva e suas implicações

 

Leve: Dificuldade em ouvir sons fracos e difícil compreensão da fala em ambientes ruidosos.

Moderada: Dificuldade em ouvir sons fracos e moderados e é bastante difícil compreender a fala com ruídos no fundo.

Severa: Não ouve sons fracos nem moderados, conversas precisam ser conduzidas em tom de voz alta e conversas em grupo são difíceis.

Profunda: Em alguns casos é possível ouvir sons muito fortes (turbinas de avião, por exemplo ou um show de Rock). A comunicação sem aparelhos auditivos, leitura labial ou LIBRAS se torna impossível, pois a pessoa não compreende a fala.

 

Espero que tenham gostado do texto e se houver dúvidas podem deixar um comentário que responderei com muito prazer.

 

Beijos a todos. 


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