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Coluna - Cris Bicudo

Mundo cada vez mais barulhento!!!

28/09/2015

Um dia desses eu estava trabalhando em meu computador, procurando inspiração para próximos textos, surge do nada um barulho ensurdecedor, tipo britadeira de obras e logo fui ao terraço para ver o que era: o prédio que fica bem à frente do meu resolveu reformar a guarita toda!!! 

Tive que desligar os aparelhos para poder ter um pouco de tranquilidade para trabalhar e inclusive para proteger a audição dos barulhos. Para minha sorte, a reforma foi rápida e em poucos dias voltou a tranquilidade. Porém, na semana seguinte um novo barulho vindo da rua! Novamente fui ver o que era.... um grupo de homens com capacetes quebrando a calçada, provavelmente para arrumar o esgoto que ali passava. 

Tudo isso me fez pensar no mundo em que vivemos hoje, que está realmente cada vez mais barulhento!!! Além dos que citei acima, há as buzinas de carro no trânsito, sirenes de ambulância ou polícia, prédios em construção, acidentes de trânsitos e vários outros ruídos. 

No entanto, vejo que ao invés de nós, seres humanos, colaboramos para diminuir a exposição a esse mundo já barulhento e procurarmos proteger mais a nossa audição, vemos hoje em dia essa geração de jovens que estão em risco de sofrerem perdas auditivas por causa desses dispositivos de áudios relacionados aos fones de ouvidos, seja ouvindo suas músicas favoritas em volume máximo, ou estudando, correndo no parque, interagindo com mídias sociais em seu computador ou smartphone. Sem falar desses locais de entretenimento que muita gente frequenta, como festivais e baladas de músicas eletrônicas onde, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, os ruídos podem chegar acima de 120 decibéis!!! 

Vejo pela minha avó, que aos 80 e poucos anos tinha uma excelente audição e que somente nos dois últimos anos de vida que teve que usar aparelhos auditivos para perda auditiva leve/moderada. Foram tantas situações em que estávamos só nós duas numa sala e ela me avisava quando minha mãe estava me chamando de longe. Eu brincava com ela: “Vó tem que me dar um pouco da sua audição! ”. E ela me dizia uma grande verdade: “No meu tempo não existia essa música de balada, fone de ouvido, barulhos de trânsitos, etc.” 

Conversando com meu médico sobre esses fones de ouvidos, ele me disse que o ideal seria nem usar isso ou pelo menos usar aqueles fones externos, que ficam fora da orelha. Aqueles pequenos que vão dentro do ouvido são mais prejudiciais que os primeiros, pois ficam bem próximos aos tímpanos. Outra coisa que ele me disse e fiquei refletindo a respeito, é que o efeito não é “imediato”. Talvez seja por isso que as pessoas não têm noção na hora... a perda ocorre gradativamente ao longo da vida. Nesse caso por exemplo, comparando com a geração da minha avó, que manteve uma boa audição até os 80 anos, a pessoa de hoje pode (ou não claro) sofrer perda auditiva precocemente, como a partir mais ou menos de uns 60 anos. 

Acredito que o ideal seria ouvir no máximo 1 hora por dia alguma música e manter o volume o mais baixo possível! Vamos tentar!?! :)


1 COMENTÁRIO

Paulo Gustavo

Olá, Amiga Cris. O barulho, no meu caso, funciona assim: se eu estou no modo automático ou no silencioso, o barulho quando vem é ensurdecedor, me incomoda muito. Mas quando está no modo barulho ou no modo conversa em local cheio, aí diminui o barulho, fica mais suportável. E em casa. Pra dirmirdormir, quando tiro o aparelho, fica silencparece não ter carro, obra do metrô, nada. Mas quando coloco ao acordar, parece que o mundo externo toma vida, tudo vem ao meu quarto. Muito estranho e ao mesmo tempo interessante!


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