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Coluna - Cris Bicudo

Educação inclusiva é para todos!

30/03/2015

cris bicudo

“Conviver com pessoas de diferentes origens favorece o desenvolvimento”, copiei esse subtítulo de uma matéria do jornal Estado de São Paulo, em ocorrência do dia 21 de março que foi o Dia Internacional da Síndrome de Down.

Sempre fui e sou a favor da inclusão de pessoas com deficiências em escola regular. E, se possível, que essa inclusão seja o primeiro passo na vida de uma criança ao ir para a escolinha, pois aprende-se muito mais junto com outras crianças da mesma idade e a interação ocorre naturalmente. Em uma rodinha de crianças, elas terão conversa própria para a idade, conviverão juntas executando as coisas mais simples como brincar, comer, observar as atitudes e até mesmo em briguinhas, é uma forma de aprender a lidar com pessoas diferentes.

Eu me lembro, quando criança, no primário da minha escola, havia uma menina com síndrome de Down. O nome dela era Marcela, na época eu realmente não sabia muita coisa a respeito, mas foi muito importante essa inclusão desde a educação infantil, pois me recordo dela sempre sorridente, e bastante inteligente. Sabia o nome dos coleguinhas, queria ser amiga de todos. Gostava de elogios e ficava muito feliz quando os recebia e retribuía com: “você também”.

Hoje, quando fui me informar melhor para saber mais a respeito da Síndrome de Down, descobri que podemos saber de detalhes científicos, termos médicos, métodos de trabalho, diagnósticos e tudo mais, porém é essencial conhecer cada pessoa, pois dentro de uma mesma deficiência há diferentes formas e maneiras de uma pessoa ser, com suas histórias, essências, educação, família e valores. Da mesma forma, ressalto tudo isso em relação a um Deficiente Auditivo e da importância de se conhecê-lo pessoalmente.

Nasci numa época em que não era comum termos como “educação inclusiva”. O futuro de um bebê com alguma deficiência era incerto e desprovido de informações e/ou conhecimentos. Consequentemente, com isso ocorria o preconceito. Para minha sorte, o médico otorrinolaringologista daquela época, já possuía uma visão bem à frente do seu tempo e disse à minha mãe que o primeiro passo era me colocar logo numa escola (regular – naquele tempo também não havia esse termo para diferenciar das escolas especiais).

Hoje, fico feliz quando meus ex-colegas de escola e da faculdade me contam que sou referência para eles. Ao conhecerem algum outro deficiente auditivo, logo lembram da “amiguinha” que usava aparelhos auditivos, mas que era bem comunicativa e interagia com todos.

Senti que de uma certa forma, contribui com isso, pois assim essas pessoas têm conhecimento e informações a respeito de um deficiente auditivo. Quis destacar isso, para mostrar a diferença que esse fato pode fazer para as pessoas, no futuro. 


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