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Coluna - Cris Bicudo

Cada caso é um...

19/08/2014

Muita gente me pede conselhos e dicas sobre o uso dos aparelhos auditivos. Entre eles são pais de bebês ou crianças deficientes auditivas ou pessoas que perderam a audição na fase adulta e que se sentem perdidos diante da realidade.

O mais importante é que a pessoa entenda que cada caso é um e com histórias diferentes. Sempre procuro levar em conta principalmente a família, pois isso é muito importante, ou seja, é a origem de tudo.

Em relação aos bebês, acredito que a decisão do método de tratamento depende muito dos pais, ou seja, é importante que eles tenham conhecimentos de todas as possibilidades de tratamentos e recursos. Podem, então, decidir por LIBRAS, ou uso de aparelhos auditivos, ou implantes cocleares ou quaisquer outras novidades que surgirem com o passar dos anos.

O principal é não “estacionar” na vida e sempre procurar seguir em frente e acompanhar as novidades tecnológicas e pesquisas médicas. Acredito que tudo é possível!

Li uma frase que gostei muito: “uma vida sem desafio não vale a pena ser vivida” (Sócrates).

Em outras palavras, temos que sempre tentar, não digo que será fácil e os resultados nem sempre são imediatos. O tempo sempre vai ser o melhor aliado e isso tudo com uma boa dose de paciência, fé, esperança e otimismo. Enfim, repito aqui novamente, acredito que se não tentarmos, jamais saberemos o resultado.

Desde o meu primeiro aparelho auditivo ao 1 ano e meio troquei várias vezes de aparelhos auditivos e sempre procurei me adaptar aos novos modelos. A fase mais difícil para mim, foi a transição dos aparelhos auditivos analógicos para os digitais. Os sons eram completamente diferentes, não conseguia entender nada, apenas ouvia “barulho” e vivi por quase um ano a base de leitura labial. Mas com muito esforço, treino e determinação consegui dar a volta por cima e a escutar novamente com essa nova tecnologia digital. Sem dúvida que assusta quando sofremos uma mudança muito grande em nossa vida, como por exemplo perder a audição num acidente, por causa de doenças ou até mesmo por fatores genéticos, porém é nessa hora que encontramos força que antes desconhecíamos.

Quanto aos próprios usuários de aparelhos auditivos, sejam deficientes de nascença ou com perda em fase adulta, a adaptação e superação dependerá muito deles mesmos. Não vejo por que ter vergonha do uso de aparelhos ou implantes, assim como muita gente usa óculos de graus, próteses artificiais de braços e pernas. E agradeço sempre a Deus por existir essa maravilha tecnológica que me possibilita a ouvir, inclusive para casos de perda auditiva profunda.

Os meus aparelhos auditivos funcionam como parte de mim, ou seja, uma extensão da minha vida, assim como uso lentes de contatos. É praticamente automático, ao acordar a primeira coisa que faço é colocá-los, tirando somente na hora do banho ou quando for deitar.
Por tudo isso, não acredito muito em cartilhas que são feitas para uma pessoa com deficiência, ainda mais no caso de um deficiente auditivo, que vêm com dicas e recomendações. É preciso conhecer essa pessoa, ouvir sua história, olhar dentro dessa pessoa e sentir seus medos, receios e inseguranças.

Portanto, aqueles que desejarem conversar ou trocar de informações, experiências e tudo mais, contem comigo. E-mail: cris.bicudo@amigosdaaudicao.com.br


4 COMENTÁRIOS

Ana Maria Escobar

Belo depoimento sobre os "desafios da vida que valeram a pena serem vividos! Ótimo exemplo para todos! bjs

CRIS BICUDO:
Obrigada Ana Maria! Todos os momentos vividos de nossas vidas valerão a pena quando soubermos aproveitar bem e aprender com eles. Bjs


Marina

Oi cris Amei conhecer você e sua historia de luta e determinação! Parabéns guerreira Bjs

CRIS BICUDO:
Oi Marina, não estava conseguindo acessar a coluna. Saiba que também adorei conhecê-la!!! Obrigada pelo carinho. Bjs


Paula Favacho

Meus parabéns Cristina pelos relatos de superação. Grande bj!

CRIS BICUDO:
Obrigada Paula! Seja bem vinda e participe sempre! Fico feliz com seus comentários. Beijos


Rafael Nunes

Concordo com a Ana Maria Escobar! A vida sem desafios, não tem interesse! É como um jogo de videogame. Precisamos passar de um "level" fase difícil, nem sempre é fácil, mas depois que conseguimos a dificuldade vai embora e logo mais temos uma outra dificuldade ainda mais elevada, até conseguirmos a passarmos e de etapa! E o seu exemplo de pessoas que usam aparelho auditivos em comparação a pessoas que usam óculos é um super exemplo. Até mesmo o que você diz Podemos ir até mesmo a um outro exemplo mais banal! Os dentes! Sim todos nós somos deficientes, todos nós temos dificuldades para comer quando temos uma cárie ou mesmo um problema mais sério nos dentes, e se não tratarmos essa deficiência ou cárie, pode até piorar. Todos temos algum assessoria para ajudar nessas deficiências. Quem tem dificuldades para ouvir (aparelhos para melhor escutar) Quem tem dificuldades para comer (obturações , coroas dentária, dentes postiços, implantes dentários e até mesmo dentaduras) Esses aparelhos ou objetos ajudam muito as nossas vidas, de uma maneira ou de outra, mas somos todos deficientes!


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